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Anúncio de tarifa imposta por Trump gera incertezas no agro, que fará cálculos

Setores do agronegócio brasileiro expressem preocupação com novas tarifas impostas pelos EUA. Aumento de impostos pode impactar a competitividade das exportações, especialmente em carnes, citros e etanol.

Tarifa de 10% dos EUA: O anúncio do governo de Donald Trump gerou incertezas no agronegócio brasileiro.

Entidades ligadas à citricultura, carne e etanol têm dúvidas sobre a aplicação da medida, já que alguns setores já pagam tarifas mais altas.

A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) afirmou que irá entender os detalhes da nova tarifa, pois a carne brasileira já enfrenta uma taxa de 26,4%, com cota anual rapidamente esgotada. Apesar das incertezas, a associação acredita na continuidade das parcerias, devido à demanda dos EUA por bons fornecedores.

A citricultura também está em alerta. Atualmente, os exportadores pagam US$ 415 por tonelada de suco e um percentual de 11%. Representantes de empresas pedem estudos sobre o impacto da nova tarifa.

Pavel Cardoso, presidente da ABIC, declarou que ainda não é possível avaliar os efeitos, mas ressaltou que os EUA não produzem café em larga escala, que gera US$ 343 bilhões anuais à economia americana.

José Guilherme Nogueira, da Orplana, analisará os impactos em produtos com açúcar. No caso do etanol, os EUA não conseguem produzir toda a demanda de açúcar.

José Orive, da ISO, expressou surpresa com a tarifa de 10%. Trump anunciou que todos os países parceiros terão que arcar com essa taxa a partir de 5 de novembro.

No discurso, Trump declarou que era o “dia da libertação” e que o destino dos EUA foi retomado.

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