Ao menos 5 fundos de pensão de Estados e municípios investiram mais de R$ 1 bi no Banco Master
Fundos de pensão de funcionários públicos investem R$ 1,1 bilhão em letras financeiras do Banco Master, levantando preocupações sobre a segurança desses ativos. Investimentos não autorizados e irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Rio de Janeiro geram polêmica e incertezas.
Pelo menos cinco fundos de pensão de funcionários públicos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) investiram R$ 1,1 bilhão em títulos do Banco Master.
O Rioprevidência, do Estado do Rio de Janeiro, é o maior investidor, com R$ 970 milhões, representando cerca de 8% do seu patrimônio.
Não há informações sobre quem honrará os compromissos na nova configuração do banco, caso o Banco Central autorize a aquisição de 58% do seu capital pelo Banco de Brasília (BRB).
Esta operação foi desaconselhada por técnicos da Caixa Asset, que pretendiam investir R$ 500 milhões no Master, levando à destituição de técnicos e substituição do presidente da Caixa em novembro.
Diferente dos Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), as letras financeiras, adquiridas principalmente por fundos, não são cobertas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), colocando os investidores em risco.
Ao final de 2023, o Banco Master tinha R$ 2 bilhões em letras financeiras e R$ 49 bilhões em CDBs.
Foi noticiado indícios de irregularidades nas aplicações do Rioprevidência em títulos do Master, com a representação do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) questionando a autorização do conselho para os investimentos.
O Rioprevidência é o terceiro maior fundo de pensão estatal do Brasil, gerindo recursos para 430 mil servidores.
As emissões de letras financeiras ganham importância após novas regras do Banco Central para o Banco Master, que oferece rentabilidade de 140% do CDI.
Em resposta, o Banco Master negou os levantamentos do TCE-RJ e reafirmou sua solidez no mercado, enquanto o Rioprevidência afirmou que seus investimentos respeitam os princípios de segurança e transparência.