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Apesar das tarifas de Trump, atividade empresarial da Zona do Euro atinge maior nível em 15 meses

Atividade empresarial na zona do euro mostra crescimento inesperado em agosto, com a manufatura superando previsões negativas. Dados evidenciam resiliência econômica mesmo diante de tarifas e incertezas globais.

Expansão da Economia da Zona do Euro

Em agosto, o índice de atividade empresarial da zona do euro atingiu o maior ritmo de expansão em 15 meses, apesar de tarifas dos EUA.

  • O Índice de Gerentes de Compras (PMI) composto subiu de 50,9 para 51,1, superando expectativas de 50,6.
  • Leituras acima de 50 indicam crescimento.
  • A manufatura surpreendeu, com PMI avançando para 50,5, marcando a primeira expansão desde junho de 2022.
  • O setor de serviços, por outro lado, perdeu fôlego.

Segundo Cyrus de la Rubia, do Hamburg Commercial Bank, “as coisas estão melhorando”, indicando resiliência das empresas na zona do euro, mesmo diante de adversidades.

Reação do Mercado

Após os dados, o euro estava estável a US$ 1,1654 e os títulos soberanos sofreram perdas, com rendimento dos papéis alemães de 10 anos em 2,73%.

As informações indicam resiliência da economia europeia, o que pode evitar cortes de juros pelo Banco Central Europeu (BCE).

A presidente do BCE, Christine Lagarde, comentou sobre a tarifa americana, agora um pouco acima do previsto, mas abaixo do cenário mais severo.

A zona do euro cresceu 0,1% no segundo trimestre, uma queda em relação à alta de 0,6% do início do ano. A inflação permanece em torno da meta de 2%.

Analistas esperam que o BCE mantenha a taxa de 2% na reunião de setembro, seguindo a pausa após um ciclo de cortes de um ano.

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