Após anúncio de federação, Ciro Nogueira diz ser constrangedor integrar governo Lula
Ciro Nogueira pede desembarque rápido do governo Lula, enquanto membros da federação debatem a posição dos partidos. A divergência interna sobre a permanência com o governo evidencia a complexidade da nova aliança política.
Formalização da federação: A União Brasil e o Progressistas (PP) criaram a União Progressista. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), pediu o desembarque do governo Lula “o mais rápido possível”.
Relação com o governo: Nogueira expressou desconforto com membros do seu partido ocupando cargos no governo, defendendo a proibição dessa situação. Ele mencionou especificamente o ministro do Esporte, André Fufuca, filiado ao PP, que não comentou a pressão para deixar o cargo.
Opiniões divergentes: O ministro do Turismo, Celso Sabino, do União Brasil, apoiou os “grandes números” do governo Lula, ressaltando que qualquer decisão sobre desembarque será feita coletivamente.
Participação de Davi Alcolumbre: O presidente do Senado adotou um tom conciliador, afirmando que a União Progressista não é nem governo nem oposição, mas um movimento político.
Cobranças pelo desembarque: O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), reforçou a urgência de uma posição clara dos partidos, evitando indefinições em público.
Bancada e recursos: A União Progressista será a maior bancada na Câmara dos Deputados (109 cadeiras) e no Senado (15 cadeiras), além de ter o maior número de governadores (7) e prefeitos (1.383) eleitos em 2024. O grupo também receberá a maior parte do fundo eleitoral (R$ 953,8 milhões) e do fundo partidário (R$ 197,6 milhões).