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Após choque tarifário Trump pode usar finanças como arma contra aliados

EUA buscam formas de pressionar parceiros comerciais em meio a novas tarifas, mas medidas agressivas podem ter consequências globais. Observadores levantam preocupações sobre a possibilidade de um conflito econômico mais amplo e o impacto na posição do dólar no mercado internacional.

Novas tarifas de Trump estão gerando preparações para possíveis respostas de parceiros comerciais.

Os Estados Unidos possuem alavancas econômicas poderosas, como o controle do fornecimento de dólares e cartões de crédito, que podem ser usadas para coagir outros países.

Entretanto, a utilização dessas táticas pode ter consequências negativas para os próprios EUA, especialmente se as tarifas não reduzirem o déficit comercial.

A China já retaliou, fazendo com que as ações dos EUA caíssem mais. Barry Eichengreen, da Universidade da Califórnia, prevê que Trump pode buscar "ideias malucas" se frustrado.

O governo dos EUA visa reequilibrar o comércio enfraquecendo o dólar, potencialmente envolvendo bancos centrais estrangeiros, mas especialistas duvidam da viabilidade desse plano.

A economista Freya Beamish ressalta que a força do yuan é indesejada pela China, enquanto outros países podem hesitar em valorizar suas moedas.

Trump poderia usar táticas mais agressivas, como fechar o acesso de bancos centrais estrangeiros ao Federal Reserve, o que afetaria gravemente o mercado de crédito em dólares.

As empresas de pagamentos americanas, como Visa e Mastercard, também são uma arma econômica. Se interromperem serviços, a Europa enfrentaria dificuldades. A situação expõe a Europa a 'pressão econômica' e a necessidade de um euro digital.

Autoridades europeias consideram como responder às ações de Trump, mas medidas drásticas podem ser complicadas devido à influência de Wall Street.

Executivos de bancos internacionais estão preocupados com possíveis reações negativas da Europa nos próximos meses.

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