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Após Master, grandes bancos querem contribuição maior ao FGC para médios e pequenos com mais risco

Grandes bancos propõem mudanças nas regras do FGC para aumentar a segurança e reduzir riscos relacionados à captação. Medidas incluem contribuição adicional para instituições que desejam captar mais recursos, visando proteger o fundo e limitar estratégias agressivas de bancos menores.

Grandes bancos solicitam ao Banco Central um novo modelo de cobertura para o FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que protege até R$ 250 mil de depósitos.

A proposta exige que bancos que queiram captar mais recursos com base no FGC paguem uma contribuição adicional, semelhante a modelos internacionais. Isso serviria como uma penalidade pelo aumento de risco e afetaria especialmente bancos médios e pequenos.

Atualmente, a contribuição adicional do FGC é ativada quando a captação do banco garantida ultrapassa 75% do seu passivo. A nova proposta propõe que esse limite caia para 50% ou menos.

Os bancos querem aumentar a alíquota adicional de 0,01% para 0,10% sobre os depósitos garantidos. Defendem também que a contribuição se baseie no rating das instituições e na exposição gerada ao FGC.

O Master, adquirido pelo BRB, exemplifica o aumento de risco. Nos últimos tempos, bancos maiores temem arcar com as operações arriscadas dos bancos menores.

A proposta de alteração do FGC foi apresentada ao ex-presidente do BC em setembro de 2022 e discutida novamente em fevereiro de 2023. As reuniões contaram com lideranças do setor financeiro e o atual presidente do BC.

Desde janeiro de 2024, medidas mais rigorosas forçarão instituições associadas ao FGC a manter montantes em títulos públicos quando a captação superarem 4,5 vezes o patrimônio líquido.

Os grandes bancos argumentam que as regras do FGC precisam ser mais severas para evitar subsídios cruzados entre instituições com diferentes níveis de risco.

O Master usou uma estratégia diferente ao aumentar seu passivo, o que levantou preocupações sobre a liquidez de seus ativos.

O presidente do BRB afirmou que ativos de risco seriam isolados na transação. Nos bastidores, a negociação com o BTG poderia envolver o uso do FGC para lidar com problemas de lastro no Master.

BC, Febraban e CNF não comentaram sobre a proposta. Instituições menores acreditam que os grandes bancos querem limitar a concorrência e há um temor de que os maiores tentem eliminar o FGC.

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