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Após operação da PF, diretor do BC defende avançar em regulação de terceirização de serviços bancários

Banco Central destaca a urgência de regular a terceirização bancária para combater crimes financeiros relacionados ao PCC. Megaoperação conjunta revelou o uso de fintechs para disfarçar movimentações ilegais, evidenciando a vulnerabilidade do setor.

Banco Central anuncia necessidade de aperto na regulação da terceirização de serviços bancários (banking as service - baas).

O diretor de Fiscalização, Ailton Aquino, mencionou que investigações revelaram que fintechs estavam ocultando movimentações ilícitas associadas ao PCC através de contas bolsão, uma ferramenta comum em baas.

A fala de Aquino ocorreu após uma megaoperação da Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público de SP, que mirou a atuação do PCC em diversos setores.

350 alvos foram atingidos em sete estados, com mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e empresas.

Aquino comentou, em tom de brincadeira, que ser diretor de fiscalização é "bem divertido" e que acordou com "várias notícias" sobre a operação.

Ele destacou a importância de fortalecer a supervisão e a fiscalização, afirmando a necessidade de avançar com a nova norma de baas, que está em consulta pública desde o ano passado.

O BC busca aumentar a cobrança das instituições financeiras que prestam serviços a empresas, reforçando sua atuação diante de desafios de restrição orçamentária e de pessoal.

Aquino encerrou enfatizando que o desafio do Banco Central é reforçar as estruturas da burocracia brasileira para combater a utilização de brechas por crime organizado.

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