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Após vitória sobre o governo, oposição pode transformar CPMI do INSS em CPI da Covid 2.0

A vitória da oposição na CPMI do INSS intensifica o desgaste do governo Lula, que enfrenta novos desafios políticos em ano pré-eleitoral. As investigações prometem expor fraudes e gerar um novo cenário de confrontos na esfera legislativa.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foi instalada e trouxe novos desafios para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A oposição assumiu o controle do colegiado, elegendo o senador Carlos Viana (Podemos-MG) como presidente e o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) como relator, ambos ligados à oposição.

Essa vitória foi vista como uma demonstração da fragilidade da articulação do governo no Congresso e um fortalecimento da oposição em ano pré-eleitoral.

A CPMI investigará denúncias de fraudes bilionárias no sistema previdenciário, incluindo descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas. Convocações de ex-ministros da Previdência, dirigentes do INSS e ministros atuais, como Jorge Messias (AGU) e Vinícius Carvalho (CGU), estão na agenda.

A estratégia da oposição se assemelha à da CPI da Covid, buscando gerar descontentamento e manter a imagem de Lula em xeque. A apuração sobre os desvios no INSS pode corroer a credibilidade do governo em um tema sensível como a proteção social.

Com mais de 400 requerimentos protocolados, a oposição planeja começar rapidamente as convocações e quebras de sigilo, a fim de manter o assunto em destaque.

Especialistas alertam que a CPMI do INSS pode expor falhas administrativas e corrupção, assim como a CPI da Covid prejudicou a imagem de Bolsonaro anteriormente.

Com previsão de seis meses de funcionamento, a CPMI pode se tornar um dos principais campos de confrontos políticos no Congresso até 2026, e o governo precisará lidar com a pressão da oposição.

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