Argentina: Itaú BBA recomenda elevar exposição no país e cita ações atrativas
Investidores internacionais estão reavaliando ativos argentinos após reformas econômicas e ajustes fiscais. O Itaú BBA e o Morgan Stanley recomendam aumento da exposição ao mercado acionário, destacando oportunidades de valorização em setores como financeiro, energia e construção.
Retomada do interesse por ativos argentinos: Investidores internacionais estão reavaliando a Argentina após ajustes econômicos.
Depois de um período de retração devido a desequilíbrios fiscais, inflação elevada e instabilidade política, especialistas do Itaú BBA indicam que ações listadas na Bolsa de Valores de Buenos Aires podem oferecer oportunidades.
No fim de julho, o Morgan Stanley aumentou a exposição à Argentina para overweight, focando no setor financeiro, com destaque para o Banco Galicia.
O Itaú BBA recomenda aumentar a exposição ao mercado acionário argentino, citando a combinação de preços depreciados e expectativa de reformas. A lista inclui:
- Grupo Financiero Galicia
- Vista
- BYMA
- Banco Macro
- YPF
- Loma Negra
Apesar de juros reais elevados, a relação risco-retorno é vista como favorável. A recomendação depende da suposição de continuidade da disciplina fiscal após as eleições deste ano.
As ações argentinas sofreram correções de 23% a 45%, aumentando os spreads soberanos e criando oportunidades de recomposição de preços. A incerteza política costuma afastar investidores, mas pode resultar em fortes retornos futuros.
As eleições em Buenos Aires (setembro) e nacionais (outubro) serão decisivas para a política fiscal e monetária.
O Tesouro argentino emitiu recordes de dívida em pesos, injetando liquidez na economia, mas pressionando o peso argentino, que caiu 11%. O Banco Central aumentou depósitos compulsórios para controlar a inflação.
A combinação de liquidez escassa e juros elevados limita a expansão das empresas, favorecendo a renda fixa. A expectativa é que a confiança na condução fiscal após as eleições traga a reabertura do mercado de crédito.
A disputa no Congresso sobre um pacote social (2,5% do PIB) é vista como um teste para a disciplina fiscal e um indicativo do orçamento de 2026. Governadores pedem equilíbrio na distribuição de recursos.
Setores com maior potencial de valorização incluem:
- Financeiro: Grupo Financiero Galicia e Banco Macro.
- Energia: Vista e YPF.
- Materiais de Construção: Loma Negra.