Argentina: pobreza recua e atinge 11,3 milhões em 2024; situação afeta 38,1% da população
Taxa de pobreza na Argentina cai significativamente após adoção de medidas rigorosas do governo Milei. O presidente encerra seu primeiro ano de mandato com avanços na economia, apesar dos desafios que ainda persistem.
Número de Argentinos na Pobreza Diminui em 2024
A pobreza na Argentina caiu no segundo semestre de 2024, afetando 11,3 milhões de pessoas, ou 38,1% da população, segundo o Indec.
A taxa caiu 14,8 p.p. em relação ao primeiro semestre do ano passado, que era de 52,9%. O presidente Javier Milei encerra seu primeiro ano de mandato com um índice de pobreza de 41,7%.
Definições de Pobreza: Um argentino abaixo da linha da pobreza enfrenta dificuldades para acessar itens essenciais. A indigência é caracterizada pela impossibilidade de adquirir uma cesta básica.
A pesquisa revelou uma redução na indigência, de 18,1% para 8,2%, e indicou que a pobreza afeta 51,9% das crianças de zero a 14 anos e 44,9% dos jovens entre 15 a 29 anos.
Impacto das Políticas Econômicas: O "Plano Motosserra" de Milei, anunciado antes do ano novo, implementou cortes significativos para combater a inflação de 211,4%.
- Eliminação de subsídios para serviços básicos;
- Fim do controle de preços em produtos da cesta básica;
- Congelamento de obras públicas;
- Demitindo milhares de funcionários públicos;
- Diminuição em reajustes de salários e pensões;
- Privatizações de empresas estatais;
- Abertura da economia para mais comércio exterior.
Isso gerou um aumento inicial da inflação, que atingiu 287,9% em março de 2024, mas a partir de abril, os mensalidades caíram para 2%, encerrando 2024 com 117,8%.
A renda média das famílias abaixo da linha da pobreza foi de 600 mil pesos, enquanto o custo da cesta básica total foi de 952 mil pesos.
Desafios Futuros: Para 2025, Milei enfrenta o desafio de atrair investimentos e manter a confiança popular. A queda da inflação pode ajudar na recuperação econômica e aumentar o consumo.
As eleições de 2025 poderão influenciar a estabilidade do governo e a implementação de políticas essenciais.