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As aventuras de Garnero, o mestre do networking (before it was a thing)

A trajetória de Mário Garnero reflete sua habilidade em conectar poderosas personalidades da política e da economia global. Em sua autobiografia, ele narra experiências marcantes e o impacto de sua influência nas decisões que moldaram o Brasil.

Mário Garnero, figura emblemática do networking brasileiro, começou sua trajetória na PUC-SP nos anos 60, trazendo grandes nomes como Leonel Brizola e Juscelino Kubitschek para palestras.

Em 1962, organizou a visita de Henry Kissinger, ampliando seu foco para o mundo. Garnero fundou o Brasilinvest em 1976, um banco de desenvolvimento privado com investidores estrangeiros.

Aos 88 anos, devido a problemas de saúde, não compareceu ao lançamento de sua autobiografia A Seda e o Sorriso. O evento foi representado por seu filho, Álvaro.

Garnero teve uma carreira significativa na indústria automobilística, incluindo a presidência da Anfavea entre 1974 e 1981, e trabalhou com várias personalidades, como Luiz Inácio da Silva, além de ter mediado importantes negociações.

Em 1975, organizou um encontro em Salzburg, que resultou no Brasilinvest, expandindo sua rede de contatos de 250 para mais de 20 mil.

Em 1980, Garnero construiu as torres do Brasilinvest, deslocando o eixo financeiro em São Paulo. Enfrentou polêmicas, incluindo uma proibição do Banco Central em 1985, que foi levantada em 2004.

Com uma carreira marcada por grandes interações políticas, destacou-se ao trazer Bobby Kennedy para o Brasil em 1964, resultando em uma famosa foto com Pelé. Também atuou em negociações para trazer tecnologia nuclear e facilitou contatos entre líderes como Lula e George Bush.

No livro, Garnero afirma não ter preferência partidária, buscando sempre o melhor para o Brasil, refletindo um tempo em que a política priorizava o país.

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