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As marcas de sonho e o que compram os consumidores das comunidades

Com um potencial de compra de R$ 300 bilhões, os moradores de favelas buscam produtos de marcas reconhecidas. Especialistas ressaltam a importância de estratégias de marketing mais integradas e autênticas nas comunidades.

Pelas ruas das favelas do Brasil, espera-se circular cerca de R$ 300 bilhões em 2023, o que representa um aumento de 15% em relação a 2024.

Essa cifra reflete o poder de compra de quase 17 milhões de moradores que aspiram produtos de marcas como Nike, Samsung e Apple, conforme pesquisa da Data Favela.

Apesar de suas aspirações, os moradores costumam comprar produtos mais acessíveis, como alimentos da Sadia e Nestlé, e cosméticos de O Boticário e Natura.

A Samsung é a marca mais desejada, destacando-se por sua atuação focada no consumidor e investimentos em tecnologia acessível.

O fundador da Data Favela, Renato Meirelles, ressalta que a diferença de classes sociais na percepção da Nike se dá pela ocasião de uso dos produtos.

Marcas como Brastemp também se destacam, devido ao interesse em empreendimentos alimentícios nas favelas.

Apesar da presença de grandes marcas, Marcus Vinícius Athayde da Cufa, afirma que o potencial de investimento ainda é baixo, destacando a importância da presença física nas comunidades.

A pesquisa da Consumoteca (2023) identifica que 54% dos moradores consomem conteúdo que retrata a realidade das favelas.

As marcas precisam ir além do estereótipo de violência e reconhecer as oportunidades econômicas que existem nessas comunidades, conclui Emília Rabello.

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