Asilo na Argentina, conversas com Malafaia e advogado de empresa de Trump: os argumentos da PF para indiciar Jair e Eduardo Bolsonaro
Ex-presidente e seu filho são acusados de coação a autoridades no contexto de investigações sobre tentativa de golpe. Relatório da Polícia Federal revela estratégia coordenada para pressionar o Judiciário e confirmar sanções internacionais.
Polícia Federal indiciou Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro por coação a autoridades no processo sobre a tentativa de golpe de Estado do ex-presidente.
Indiciamento: PF acredita que pai e filho pressionaram autoridades para evitar sanções dos Estados Unidos.
"Conjunto orquestrado de ações" buscava coagir líderes do Judiciário e Legislativo, diz a PF.
Defesa da Anistia: Jair Bolsonaro defendia anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro como alternativa às sanções.
Inquérito: Relatório final baseou-se em dados extraídos de celulares de Jair Bolsonaro.
Elementos encontrados:
- Minuta de pedido de asilo à Argentina.
- Mensagens com advogado de Donald Trump.
- Interações com o pastor Silas Malafaia.
Ações de Silas Malafaia: Contribuiu para pressionar autoridades após tarifas dos EUA, afirma a PF.
Pedido de asilo: Documento buscava evitar investigações contra Bolsonaro e foi criado após operação Tempus Veritatis.
Ligação com advogado de Trump: Trocas de mensagens entre Bolsonaro e advogado enfatizam a proximidade e colaboração em processos legais.
Resultado: PF conclui que Bolsonaro planejava ações para desviar investigações e evitar consequências legais.