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Associação diz que fintechs envolvidas com crime são clandestinas

ABFintechs se distancia de empresas envolvidas em esquema criminoso e reforça compromisso no combate à lavagem de dinheiro. Presidente da associação expressa preocupações sobre a nova regulação e aumento de tributações que podem impactar o setor.

ABFintechs afirma que empresas ligadas a esquema de lavagem de dinheiro não são associadas à entidade.

Em declaração nesta 5ª feira (28.ago.2025), o presidente da ABFintechs, Diego Perez, disse que as empresas BK Bank e Bankrow são “clandestinas” e de fachada.

Perez alertou que o crime organizado está se infiltrando no setor financeiro, e a entidade colabora com autoridades, como Banco Central e Ministério Público, para combatê-lo.

As fintechs estão sendo investigadas por acusação de facilitar operações ilícitas do PCC (Primeiro Comando da Capital) em setores de combustíveis e fundos de investimento.

A partir de amanhã (29.ago), uma instrução normativa da Receita Federal equipara as obrigações das fintechs às dos grandes bancos, medida que Perez considera positiva e há muito solicitada pelo setor.

Ele destacou que a nova norma não deve gerar custos adicionais para as pequenas fintechs, pois a tecnologia necessária já está disponível.

Contudo, a ABFintechs expressa preocupação com o aumento da tributação pela MP 1.303 de 2025, que onera fintechs sem aumentar impostos para bancos tradicionais.

Perez ressaltou que a justificativa para o aumento tributário não é a arrecadação, mas a competição, e que a medida pode ser questionada no STF por inconstitucionalidade, se não forem feitos ajustes.

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