Associações de servidores se mobilizam para reagir à reforma administrativa
Servidores públicos se mobilizam contra propostas da reforma administrativa que podem alterar regras de trabalho, incluindo teletrabalho e contratação de temporários. O debate na Câmara dos Deputados começará em setembro, mas já provoca reações intensas entre as categorias afetadas.
Presidente do grupo de trabalho da reforma administrativa, deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), ainda não divulgou oficialmente propostas para o serviço público. Associações de servidores já se mobilizam contra possíveis mudanças.
A comissão geral deve iniciar os trabalhos em 3 de setembro, conforme o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Em entrevistas, Pedro Paulo mencionou pontos da proposta, como:
- Limitação de supersalários
- Criação de metas e indicadores claros
- Fim das férias de 60 dias
- Regulamentação da contratação de temporários e do trabalho remoto
O presidente do Fonacate, Rudinei Marques, critica a falta de evidências sobre o impacto do teletrabalho e a proposta de limitar o teletrabalho a um dia por semana.
Alison Souza, do Sindilegis, reporta que a proposta gerou alvoroço e defende um modelo híbrido para diferentes tipos de trabalho. A regulamentação de temporários, no entanto, é a principal preocupação.
Elizabeth Hernandes, da Anesp, também critica a flexibilização do temporário, citando a importância da estabilidade para fiscalização. Pedro Paulo revelou que a reforma estabelece exigências para o processo seletivo de temporários.
As associações como Fonacate, Instituto Servir Brasil e Anesp planejam reagir às propostas e pressionar deputados para modificações.
Com 12 milhões de servidores, eles buscam diálogo com parlamentares e enfatizam que apoiam aperfeiçoamentos, mas precisam entender as propostas detalhadamente.