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AT&T paga US$ 23 bi em licenças de espectro da endividada EchoStar

A AT&T reforça sua posição no mercado de telecomunicações ao adquirir licenças de espectro da EchoStar em um movimento que promete aliviar a companhia endividada. O acordo, que se aproxima de US$ 23 bilhões, também visa atender exigências da FCC para otimização dos recursos da EchoStar.

A AT&T fechou um acordo para comprar US$ 23 bilhões em licenças de espectro da EchoStar, a empresa endividada que possui as marcas Dish Network e Boost Mobile.

Esse movimento é considerado um bailout para a EchoStar, que enfrentava pressão da Federal Communications Commission (FCC) para se desfazer de parte de sua rede sem fio.

A ação da EchoStar subiu 75%, alcançando US$ 72,24, enquanto a da AT&T recuou 1,70%, para US$ 28,25.

A EchoStar estava sob investigação da FCC desde maio, o que afetou sua capacidade de tomar decisões estratégicas. Chegou a atrasar pagamentos e considerou um Chapter 11 para proteger suas licenças.

O presidente Trump pediu a Charlie Ergen, chairman da EchoStar, para resolver a situação com a FCC, visando evitar a falência da empresa.

A EchoStar usará os recursos da venda para quitar dívidas e financiar operações, tornando a AT&T sua principal parceira de rede.

Com apenas 7 milhões de assinantes, a Boost é pequena em comparação com Verizon, T-Mobile e AT&T, que dominam mais de 90% do mercado de telefonia móvel.

As licenças adquiridas pela AT&T cobrem mais de 400 mercados nos EUA, fortalecendo sua participação em bandas baixas e médias, com opção de aluguel do espectro.

O negócio deve ser concluído no próximo ano.

A AT&T tem um valor de mercado de US$ 202 bilhões, enquanto a EchoStar vale US$ 15 bilhões.

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