Ataque de Israel com drone mata seis soldados na Síria durante negociações por normalização, diz TV local
Ataques aéreos visam soldados sírios durante negociações de paz. Tensão entre Israel e Síria aumenta, enquanto o governo sírio clama por respeito à sua soberania.
Ataques de Israel com drones mataram seis soldados da Síria na madrugada de quarta-feira (27), na região rural de Damasco, segundo a emissora estatal síria El Ekhbariya.
A ofensiva ocorreu durante negociações mediadas pelos Estados Unidos para diminuir a tensão no sul da Síria e iniciar diálogos políticos mais amplos.
Na segunda (25), a Síria acusou Israel de ter enviado 60 soldados para seu território, próximo ao monte Hermon, alegando violação de soberania. O Exército israelense negou, afirmando que se tratava de uma operação de rotina.
Na terça (26), o Ministério das Relações Exteriores da Síria condenou os ataques israelenses, considerando-os uma ameaça à paz e segurança regional.
Israel justifica suas intervenções como necessárias para resguardar sua segurança, especialmente após a queda de Bashar al-Assad. A proteção da minoria drusa no sul da Síria também é um argumento da Tel Aviv.
Os drusos são uma importante minoria no Oriente Médio, presentes no Líbano e nas Colinas de Golã, território controlado por Israel desde 1967.
Em julho, o sequestro de um vendedor druso por beduínos provocou uma onda de violência no sul sírio, resultando em centenas de mortes.
A Síria retirou suas tropas da província de Sweida após conflitos, buscando evitar uma guerra com Israel, que bombardeou Damasco. O presidente Ahmed al-Sharaa enfrenta desconfiança do Ocidente desde que assumiu o poder.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que as tropas permanecerão indefinidamente no monte Hermon. O governo israelense não se pronunciou sobre o ataque de terça.