Ataque de Israel na Faixa de Gaza mata 15 médicos
Ataque em Gaza resulta na morte de paramédicos em operação humanitária. A ONU condena a ação e pede justiça, enquanto Israel defende sua ofensiva contra grupos extremistas.
Ataque das FDI mata 15 humanitários na Faixa de Gaza
A agência Ocha (Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários) anunciou que um ataque das Forças de Defesa de Israel (FDI) resultou na morte de 15 paramédicos e outros agentes humanitários.
O incidente ocorreu em 23 de março, quando a equipe tentava resgatar colegas baleados. As ambulâncias foram atingidas, um dia após Israel retomar sua ofensiva na fronteira com o Egito.
O chefe da Ocha na Palestina, Jonathan Whittall, afirmou que “todas as 5 ambulâncias e um caminhão de bombeiros foram atingidos”. Ele descreveu a cena como “uma vala comum” com os agentes em seus uniformes, prontos para salvar vidas.
A maioria dos paramédicos mortos era da Sociedade Crescente Vermelho Palestino (PRCS), uma ONG local. Um funcionário da ONU também foi morto durante o ataque.
O coordenador-geral da Ocha, Tom Fletcher, exigiu respostas, afirmando que “eles foram mortos enquanto tentavam salvar vidas”.
O governo israelense não comentou as acusações, mas informou que em 23 de março sua força matou integrantes da Jihad Islâmica e do Hamas.
Israel justifica os ataques a agentes humanitários como uma medida contra organizações extremistas. Contudo, a Ocha ressalta que os médicos estavam em ambulâncias identificadas e que sobreviventes foram amarrados antes de serem executados.