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Ataque russo deixa 100 mil sem luz na Ucrânia; Kiev atinge oleoduto

Rússia e Ucrânia intensificam ataques a sistemas energéticos enquanto tentativas diplomáticas por um cessar-fogo não avançam. As ações militares resultaram em blecautes significativos na Ucrânia, além de danos em infraestruturas estratégicas em ambos os países.

Rússia e Ucrânia intensificam ataques em seus sistemas energéticos sem avanços diplomáticos por um cessar-fogo. Na noite de quarta-feira (27), um ataque com drones da Rússia deixou 100 mil pessoas sem energia em três regiões da Ucrânia.

Kiev retaliou com um ataque a um oleoduto que abastece Moscou. Foram lançados 95 drones pela Rússia, com 21 interceptações relatadas, e Moscou disse ter derrubado 26 drones.

Os ataques resultaram em blecautes em Sumi, Poltava e Tchernihiv, além de bombardeios em instalações de gás em Kharkiv, Zaporíjia e Donetsk.

Desde o início do ano, a capacidade de geração de energia a partir do gás na Ucrânia diminuiu 40%, e os depósitos de gás estão no pior nível histórico.

A situação se intensificou após os ucranianos cortarem o fornecimento de petróleo russo para Hungria e Eslováquia, gerando uma crise de abastecimento na Rússia.

O Kremlin se manifestou sobre negociações iniciadas por Donald Trump, mas rejeitou propostas europeias de cessar-fogo, afirmando que nenhum soldado da OTAN pode atuar como força de paz.

Putin invadiu a Ucrânia para evitar sua entrada na segurança ocidental e considera a presença de tropas europeias como uma derrota. O chanceler russo, Seguei Lavrov, afirmou que a Rússia aceitaria uma fórmula de controle similar à proposta de março de 2022.

França, Reino Unido, e países nórdicos se oferecem para enviar soldados, enquanto Alemanha não se comprometeu. O movimento pacifista na Alemanha se opôs à ideia.

Trump afirmou que pode haver um encontro entre Putin e Zelenski, mas reconheceu a dificuldade da situação. As negociações continuam, embora a publicidade sobre os detalhes tenha gerado desconforto em Moscou.

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