AtlasIntel: 55% são a favor de regular redes sociais e veem fake news como ameaça à democracia
Pesquisa revela que 55% dos brasileiros apoiam uma lei para regular redes sociais, enquanto 43% são contrários. A divisão de opiniões destaca preocupações sobre desinformação e liberdade de expressão no debate sobre regulação.
Uma pesquisa da AtlasIntel revelou que 55% dos brasileiros defendem uma lei específica para regular redes sociais, enquanto 43% consideram a medida desnecessária.
Sobre a necessidade de "uma regulação mais dura", 53% acreditam ser urgente, e 43% pensam ser dispensável.
Essas opiniões surgem enquanto o governo Luiz Inácio Lula da Silva planeja um projeto de lei para punir redes pela divulgação de conteúdos criminosos. Opositores alertam sobre riscos de censura.
A pesquisa, realizada entre 20 e 25 de outubro com 6.238 pessoas, mostra uma queda no apoio à criação de uma lei: de 67% em agosto de 2024 para 55% atualmente.
A pesquisa também indica que 55% enxergam a desinformação como uma ameaça à democracia, enquanto 38% discordam.
Principais preocupações sobre a regulação:
- 48%: Disseminação de notícias falsas.
- 37%: Riscos de censura e liberdade de expressão.
- 10%: Ambas as opções por igual.
- 3,3%: Nenhuma opção.
Questões sobre decisões de remoção de conteúdos:
- 35%: Plataformas devem decidir.
- 21%: Órgãos reguladores do governo.
- 23%: Contra exclusão de conteúdos.
- 17%: Justiça deve decidir.
Opiniões sobre regulação:
- 78%: Redes devem verificar a identidade dos usuários.
- 64%: Remoção de conteúdos classificados como 'notícia falsa' deve ser obrigatória.
- 57%: Governo deve punir plataformas ineficazes contra a desinformação.
- 43%: Regulamentação pode levar à censura.
A proposta de lei para impedir a monetização de conteúdos que explorem menores é apoiada por 86% dos entrevistados, assim como a responsabilização de plataformas. 83% apoiam ferramentas para supervisão parental.
Na quarta-feira (27), o Senado aprovou um projeto de lei para proteger crianças e adolescentes na internet, que agora segue para sanção.
A pesquisa questionou também se as redes sociais melhoraram ou pioraram interações:
- 35%: Pioraram muito.
- 18%: Pioraram um pouco.
- 24%: Melhoraram muito.
- 5%: Melhoraram um pouco.
- 16%: Sem mudança.