Aumentar escala do setor privado no financiamento é o grande desafio em torno da COP30, dizem especialistas
Especialistas destacam a importância de engajar o setor privado para alcançar a meta de financiamento climático. O seminário "COP30 Amazônia" enfatiza a necessidade de ações estruturantes e um ambiente regulatório favorável para atrair investimentos.
Debate sobre financiamento climático: O desafio de atingir US$ 1,3 trilhão por ano até 2035 foi destacado no terceiro seminário do projeto “COP30 Amazônia”, realizado em São Paulo.
Escala e setor privado: Ivy Figueroa, da International Finance Corporation (IFC), enfatizou a importância de aumentar a escala dos investimentos para a mitigação e adaptação climática. Ela mencionou programas de sucesso na Colômbia, mas ressaltou a necessidade de mais engajamento do setor privado na COP30 em novembro.
Papel do setor empresarial: Marina Grossi, do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), concordou que o setor privado deve ser protagonista na próxima conferência, reconhecendo a percepção de caos nas discussões como um sinal positivo de participação.
Contexto político: Grossi comentou sobre a atual incerteza política global, mas afirmou que a agenda climática já é um diferencial econômico. Ela citou que 56% dos empresários estão motivados por competitividade nessa agenda.
Foco da COP30: Segundo Grossi, o principal objetivo deve ser a execução dos compromissos anteriores, com atenção ao mercado de carbono e à criação de um ambiente regulatório que atraia investimentos estrangeiros. Ela enfatizou a necessidade de unir entidades e preparar um arcabouço para atrair investidores.
Sobre o projeto “COP30 Amazônia”: Iniciativa dos jornais Valor e O Globo e da rádio CBN, com patrocínios da Eletrobras, JBS, Vale e Philip Morris Brasil, além do apoio de governos e instituições.