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Auren, Cemig e Copel: quem deve faturar com indenizações de usinas? Santander projeta

Santander aponta que Auren, Cemig e Copel podem se beneficiar de indenizações de ativos não depreciados em concessões hidrelétricas. Expectativas sobre compensações chegam a bilhões, mas ainda carecem de definições sobre prazos e condições de pagamento.

Auren (AURE3), Cemig (CMIG4) e Copel (CPLE6) podem ter ganhos com indenização de ativos não depreciados em concessões hidrelétricas, segundo projeções do Santander.

A Aneel divulgou que a Auren deve ser a mais beneficiada, com créditos de R$ 499 milhões que, corrigidos, podem alcançar entre R$ 1,2 bilhão e R$ 2,3 bilhões.

Os ganhos potenciais para Auren podem ser de 12,5% líquidos, impactando diretamente no lucro, já que os valores não estão registrados em balanço.

Cemig e Copel já contabilizaram estimativas:

  • Cemig: R$ 929 milhões corrigidos pela Selic.
  • Copel: R$ 77,7 milhões ajustados pelo IPCA.

Projeções indicam:

  • 3,7% de ganho para Cemig (inflation e Wacc).
  • 0,4% de ganho para Copel (inflation e Wacc).
  • 1,8% de ganho para Cemig (Selic).
  • 0,2% de ganho para Copel (Selic).

Essas expectativas vêm da consulta pública nº 190/2025, aberta pelo MME, para definir a compensação de ativos não depreciados.

Ainda não há definição sobre valores e prazos, mas análises indicam início em 2026 com sete parcelas anuais corrigidas pela Selic.

Para a fonte dos recursos, o MME considera:

  • Receita Anual de Geração (RAG) para usinas sob regime de cotas.
  • Fundo setorial RGR para operadores sem usinas no regime de cotas.

A expectativa é de que a maioria das empresas seja ressarcida pela RAG. Auren pode acessar recursos do RGR, enquanto Cemig e Copel provavelmente receberiam via tarifas.

Analistas levantam a questão da capacidade orçamentária do RGR, que tem cerca de R$ 260 milhões disponíveis até o fim do ano. Isso implica que a indenização da Auren poderia levar de sete a oito anos.

O tema é um desdobramento da MP 579/2012, que estabeleceu limites para remuneração de O&M das hidrelétricas no regime de cotas.

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