Baixo astral desafia a política: equilíbrio precário
Confiança do consumidor e do empresário atinge patamares baixos, refletindo desânimo em relação ao futuro do Brasil. A polarização política e a insatisfação com líderes contribuem para a busca por alternativas fora do cenário atual.
Quadro de desânimo no Brasil: A confiança do consumidor está em 86 pontos, abaixo da média de 91 pontos (2006-2024), devido ao medo do futuro. O subíndice de expectativas caiu para 88 pontos em agosto.
Apesar de um cenário econômico relativamente benigno, com a menor taxa de desemprego da história e inflação em queda, o humor do consumidor permanece baixo. A inadimplência aumentou, impactando negativamente a confiança.
A confiança do empresário também está em queda, com índice de 91 pontos em julho, abaixo da média de 97 pontos. O subíndice de expectativas neste caso é de 89 pontos.
A aprovação do presidente está negativa, e o descontentamento reflete-se nas falas polêmicas de Lula, que geram indignação sobre uma possível reeleição.
Uma pesquisa da Genial-Quaest mostra que 55% dos entrevistados criticam Bolsonaro e Eduardo por suas ações em relação a tarifas, enquanto 46% desaprovam Lula.
O Congresso e Judiciário também falham em inspirar confiança. Lideranças empresariais apontam excessos judiciais e um foco próprio da política.
O desânimo gera duas reações: um crescente cansaço com a polarização e uma busca por alternativas fora da política, com 27% dos entrevistados desejando mudanças.
A polarização não avança o debate e atrapalha reformas, deixando a sociedade em desvantagem. A busca por “outsiders” indica um apelo por novas lideranças, refletido em candidatos como Pablo Marçal.
A situação desafia governantes; FHC ensinou que um bom líder inspira e guia. A sociedade exige mais, e a política deve responder com eficácia.