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Banco Central não persegue receitas, então não há conflito de interesse no Pix, diz diretor

Renato Gomes defende que a atuação do Banco Central no Pix não apresenta conflitos de interesse, destacando sua missão de garantir segurança e eficiência nos pagamentos. Ele explica que o controle do sistema por grandes instituições financeiras poderia, sim, gerar tais conflitos, mas essa situação foi evitada com a regulamentação pública.

Renato Gomes, diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central, declarou nesta segunda-feira (25) que não há conflito de interesse no acúmulo de funções de regulador e operador do Pix. A afirmação ocorreu durante evento na USP.

Recentemente, o USTR investigou o Pix por supostas práticas “desleais” do Brasil contra empresas americanas. Gomes ressaltou que o mandato do BC é garantir segurança e eficiência em pagamentos, sem buscar receitas que gerem conflitos financeiros.

Ele afirmou que um conflito existiria apenas se o Pix fosse controlado por uma grande instituição financeira. Gomes lembrou que, entre 2015 e 2018, o BC incentivou o desenvolvimento de um sistema de pagamentos instantâneo aberto, o que não aconteceu. A falta de iniciativa privada levou o BC a tomar a liderança nesse aspecto.

Com essa decisão, o BC começou a definir o “livro de regras” e a operacionalizar o sistema do Pix, com o objetivo de aumentar a competição, melhorar a eficiência de pagamentos e reduzir o uso de dinheiro físico.

O diretor também destacou a governança ativa do mercado brasileiro no sistema, enfatizando que as decisões não são tomadas isoladamente e que todas as medidas passam por consulta pública.

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