Banco do Brasil (BBAS3) diz que bolsonaristas tentam provocar ‘caos’ no sistema financeiro
Banco do Brasil alerta para riscos à estabilidade financeira devido a fake news e declarações de politicos. Instituição pede à AGU e PF que tomem medidas contra ameaças que visam prejudicar seu funcionamento e a ordem econômica do país.
Banco do Brasil (BBAS3) alertou a Advocacia-Geral da União (AGU) sobre tentativas de bolsonaristas de gerar “caos” no sistema financeiro e de opor instituições ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O BB solicitou que a AGU tome medidas jurídicas para impedir danos ao sistema financeiro e indicou que a disseminação de fake news poderia ser um crime contra a soberania nacional e o Estado Democrático de Direito. O conteúdo também será encaminhado à Polícia Federal (PF).
O documento menciona as declarações de Eduardo Bolsonaro, que previu a falência do BB. O ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta um julgamento em 2 de setembro por tentativa de golpe.
O BB afirmou que ameaças de retirada de recursos e rumores sobre sanções internacionais comprometem a estabilidade econômica e social do país. O deputado Gustavo Gayer também comentou publicamente sobre retirar dinheiro dos bancos, citando possíveis prejuízos econômicos causados por decisões judiciais.
O ofício aponta que setores bolsonaristas citam uma nota do BB de forma distorcida para alegar que o banco não aplicará sanções, o que poderia gerar tensão e pânico entre os clientes.
Segundo o BB, ações de pessoas como o advogado Jeffrey Chiquini visam intimidar e desestabilizar o sistema financeiro, colocando instituições contra o STF.
O BB pediu ações severas para evitar consequências graves decorrentes da propagação de notícias falsas. Pedido de esclarecimentos por parte de clientes foi feito devido ao temor de sanções inexistentes.
A assessoria de Gustavo Gayer respondeu que os comentários não citam diretamente nenhuma instituição, enquanto Chiquini afirmou que não comentaria sem conhecer o ofício completo. Eduardo Bolsonaro não se manifestou até o fechamento da reportagem, e a AGU não comentou.
O ministro Flávio Dino determinou que decisões judiciais e atos governamentais não se aplicam automaticamente no Brasil, enquanto Alexandre de Moraes advertiu que bancos podem ser punidos caso apliquem sanções dos Estados Unidos.
Informações adicionais foram coletadas do Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor Econômico.