Banco do Brasil entra com denúncia na AGU e diz ser alvo de aliados de Bolsonaro
Banco do Brasil denuncia campanha de desinformação por aliados de Bolsonaro. A instituição busca medidas legais para proteger sua reputação após alegações falsas sobre suas operações financeiras.
Banco do Brasil acusa aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro de tentarem desestabilizar a instituição com alegações falsas sobre suas finanças.
Segundo denúncia à Advocacia Geral da União (AGU), o filho de Bolsonaro, Eduardo, e outros disseminaram informações incorretas nas redes sociais, como a possível exclusão do banco do sistema de pagamentos SWIFT.
O banco anunciou que tomará “medidas legais adequadas” para proteger sua reputação, reiterando que atua em conformidade com a legislação brasileira e normas internacionais.
Dentre as alegações, um vídeo de Eduardo em seu YouTube afirmava que o banco estaria isolado devido a sanções da Lei Magnitsky.
Representantes de Eduardo Bolsonaro e do deputado Gustavo Gayer, mencionado na denúncia, não comentaram sobre as acusações. O Banco do Brasil destacou que as informações falsas podem prejudicar sua reputação e desestabilizar o sistema financeiro brasileiro.
As ações do banco caíram 0,9% após as postagens serem divulgadas.
A situação está relacionada a uma decisão do ministro do STF Flávio Dino, que condicionou a eficácia de ordens judiciais estrangeiras à aprovação no Brasil, depois que o governo americano sancionou Alexandre de Moraes sob a Lei Magnitsky.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que o Banco do Brasil está sob ataque político, sem apresentar provas.