Banco do Brasil sofre impacto do agro e atinge menor rentabilidade desde 2016
Lucro do Banco do Brasil despenca em meio à inadimplência no agronegócio. Apesar da queda, resultados superam expectativas de analistas, mas indicadores de rentabilidade refletem a pior fase desde 2016.
Lucro Líquido do Banco do Brasil em Queda
A carteira de agronegócio teve impacto negativo nos resultados do Banco do Brasil (BBAS3). No segundo trimestre de 2025, o banco registrou um lucro líquido ajustado de R$ 3,78 bilhões, uma queda de 60,2% em 12 meses e de 48,7% em relação ao trimestre anterior.
Apesar da retração, o resultado ficou 11,5% acima da expectativa dos analistas da Bloomberg, que previam um lucro de R$ 3,39 bilhões.
Destaques do Balanço
- Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE): caiu para 8,4%, 13,2 p.p. abaixo de 21,6% no mesmo período do ano anterior.
- Menor rentabilidade desde o quarto trimestre de 2016.
- A inadimplência do agro subiu para 3,49%, 2,17 p.p. superior ao segundo trimestre de 2024.
A carteira total de crédito do banco soma R$ 1,29 trilhão, sendo:
R$ 468 bilhões para pessoas jurídicas,
R$ 404,9 bilhões para o agronegócio,
R$ 342,6 bilhões para pessoas físicas.
Aumento significativo nas provisões para perdas de crédito: R$ 94,7 bilhões, alta de 50,6%.
Revisão de Expectativas
O Banco do Brasil revisou seu guidance, agora prevendo um lucro líquido ajustado entre R$ 21 e 25 bilhões, mais de R$ 10 bilhões abaixo da expectativa anterior.
A margem financeira bruta foi reduzida de R$ 111-115 bilhões para R$ 102-105 bilhões, e o custo de crédito passou de R$ 38-42 bilhões para R$ 53-56 bilhões.
A CEO Tarciana Medeiros afirmou que o ano de 2025 é de ajuste para aceleração do crescimento.