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Banco Genial renuncia à gestão de fundo investigado em operação contra o PCC

Banco Genial renuncia serviços do fundo ligado a suspeitas de envolvimento com o PCC. A ação ocorre após investigações da Operação Carbono Oculto e movimentações financeiras suspeitas envolvendo a fintech BK Bank.

Banco Genial renuncia serviços do Radford Fundo após ser citado na Operação Carbono Oculto, ligada ao PCC.

A investigação da Polícia Federal e do Ministério Público aponta que o fundo Radford foi utilizado para retirar valores da Usina Itajobi, que transferiu R$ 100 milhões por meio da fintech BK Instituição de Pagamento, considerada um banco paralelo do PCC.

O banco Genial informou que desconhecia a operação até ser notificado pela imprensa e que não houve notificações oficiais. Em nota, afirmou ter feito as devidas diligências antes de assumir a gestão do fundo em agosto de 2024.

Diante das menções negativas associadas ao caso, o Genial decidiu renunciar à prestação de serviços do fundo até que a situação seja esclarecida. Reiterou seguir padrões de governança corporativa e se colocou à disposição das autoridades.

A fintech BK Bank é alvo central da operação, com movimentações não rastreáveis de R$ 46 bilhões entre 2020 e 2024. Os investigadores relatam que parte das transações está ligada a vendas clandestinas de metanol, utilizando 'contas-bolsão' para dificultar rastreamento.

A operação Carbono Oculto, considerada a maior do tipo, mobilizou 1.400 agentes em oito estados, visando desarticular a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis e instituições financeiras.

O grupo Mourad, associado à operação, é suspeito de sonegação de impostos e lavagem de dinheiro, mantendo vínculos com membros do PCC. A força-tarefa investiga 350 alvos no total.

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