Bancos retomam plano de ter fatia de Novonor na Braskem
Bancos buscam solução rápida para vender participação da Novonor na Braskem após anos de impasse. Renegociação de dívidas e reestruturação estão entre os desafios enfrentados pela petroquímica.
Bancos retomam plano para controlar a Braskem em parceria com a IG4 Capital, visando resolver o impasse de venda que dura mais de quatro anos.
Os bancos acreditam que 90 dias é o tempo limite para uma solução. Apesar do comunicado da Braskem, a participação do empresário Nelson Tanure nas negociações está incerta.
A Braskem enfrenta dificuldades financeiras, com um ciclo de baixa no setor petroquímico e alta alavancagem de 10,59 vezes (dívida líquida/Ebitda). A dívida da empresa tem vencimentos de cerca de US$ 1,4 bilhão em 2028.
A IG4 Capital, formalmente contratada, agora tem a exclusividade para adquirir os créditos da Novonor, sendo responsável pela estruturação do fundo e recuperação da petroquímica. A Petrobras busca mais poder de gestão na Braskem e pode aumentar sua participação.
A família Odebrecht tenta assegurar uma participação na Braskem, mas os bancos têm sido rígidos. A proposta de Tanure previa uma fatia de US$ 70 milhões e entre 3,5% a 5% das ações.
O mercado acredita que a Braskem terá que renegociar suas dívidas. A IG4 também cuidará de questões financeiras e litígios relacionados ao passivo de Alagoas.
A Novonor detém o controle da Braskem com 50,1% das ações ordinárias e 38,3% do capital total. A Petrobras possui 47% das ordinárias e 36,1% do total.
Os principais credores da Novonor incluem Bradesco, Itaú, Santander, Banco do Brasil e BNDES, com dívidas totalizando R$ 19 bilhões.
Os contatos com a IG4, Novonor e a Petrobras não foram comentados até a publicação desta matéria.