Bancos suspendem consignado CLT para migração de 4 milhões de contratos
Suspensão temporária visa modernizar o sistema de crédito e facilitar a portabilidade dos contratos. A expectativa é que trabalhadores consigam melhores condições e redução nas taxas de juros após a migração.
Bancos suspendem crédito consignado CLT. A partir da noite de quarta-feira (20), todos os bancos interromperam a contratação do chamado Crédito do Trabalhador para melhorias no sistema da Dataprev.
A suspensão é temporária, prevista para durar dois meses, até novembro, para migrar 4 milhões de contratos antigos para a nova plataforma.
No novo modelo, não há mais necessidade de convênio entre empresa e banco. As parcelas do empréstimo são descontadas diretamente da folha de pagamento, permitindo comprometer até 35% do salário.
As taxas de juros esperadas mais baixas não se concretizaram: em maio, a taxa média do consignado privado foi de 55,6% ao ano, enquanto no consignado para servidores públicos e INSS foram de 24,8% e 24,3%, respectivamente.
Trabalhadores podem transferir seu consignado para condições melhores, com a migração de contratos podendo ser feita de forma online pelo aplicativo oficial.
O Ministério do Trabalho e Emprego espera que a plataforma ajude na negociação de taxas menores para contratos antigos.
Até junho, foram contratados R$ 14,6 bilhões em empréstimos, com 2,6 milhões de trabalhadores impactados. A distribuição dos empréstimos foi:
- R$ 7 bilhões para quem ganha até quatro mínimos;
- R$ 3 bilhões para quem ganha entre quatro e oito salários;
- R$ 4,4 bilhões para salários acima de oito mínimos.
Além disso, os dados indicam que os bancos priorizam a concessão a trabalhadores com mais tempo de emprego. Trabalhadores que ganham até dois salários mínimos contrataram, em média, R$ 3.391,60; já aqueles que recebem mais de oito salários solicitaram valores médios de R$ 9.079,23.