Bancos suspendem consignado CLT para migração de 4 milhões de contratos
A suspensão do crédito consignado tem como objetivo facilitar a migração de contratos para uma nova plataforma do governo. A medida deve durar até novembro, criando a expectativa de melhores condições e taxas para os trabalhadores.
Bancos suspendem a contratação do crédito consignado pela CLT, conhecido como Crédito do Trabalhador, a partir da noite de quarta-feira (20).
A suspensão é necessária para que a Dataprev realize melhorias no sistema e transfira 4 milhões de contratos antigos para a nova plataforma do governo federal. O prazo de suspensão é previsível para dois meses, até novembro.
O novo modelo permite o desconto direto em folha de pagamento, sem a necessidade de convênio entre empresa e banco. Contudo, as taxas de juros esperadas mais baixas ainda não se concretizaram.
Em maio, a taxa média do consignado privado foi de 55,6% ao ano, com um pico histórico de 59,1% em abril. Para servidores públicos, a taxa foi de 24,8%, e para beneficiários do INSS, 24,3%.
Atualmente, trabalhadores podem transferir seu consignado entre bancos, buscando melhores condições. A migração dos 4 milhões de contratos permitirá a portabilidade online pelo aplicativo do programa.
A expectativa do MTE é que os trabalhadores possam negociar reduções nas taxas de juros. Dados mostram que 62,61% dos empréstimos foram feitos por trabalhadores com renda de até um salário mínimo, totalizando R$ 14,6 bilhões contratuais até junho.
- R$ 7 bilhões para quem ganha até quatro mínimos.
- R$ 3 bilhões para quem ganha entre quatro e oito salários.
- R$ 4,4 bilhões para salários acima de oito mínimos.
Os bancos priorizam contratos para quem tem mais tempo de emprego. Além disso, o valor do contrato varia conforme a faixa salarial: R$ 3.391,60 para quem ganha até dois mínimos e R$ 9.079,23 para salários acima de oito mínimos.