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Bancos vão perseguir dinheiro desviado do Pix em mais contas a partir de novembro

Banco Central aprimora monitoramento do Pix para combater fraudes e facilitar devoluções. Novo mecanismo permitirá rastreamento de transações complexas e devolução mais ágil de valores.

A partir de 23 de novembro, instituições financeiras sob supervisão do Banco Central (BC) ampliarão o monitoramento das transações via Pix para identificar fraudes.

Atualmente, o Mecanismo Especial de Devolução (MED) rastreia apenas a primeira conta para onde o dinheiro foi desviado, resultando em menos de 7% das quantias devolvidas no ano passado.

Com a nova norma, será possível rastrear até cinco níveis de transferências e abrir mais de uma solicitação de devolução. A expectativa é devolver recursos em até 11 dias após a contestação.

Em 2024, 86% das recusas ocorreram pela ausência de dinheiro na conta que recebeu a transferência. A partir de 2 de fevereiro, o MED 2.0 será obrigatório.

O BC também implementará um sistema de autoatendimento que permitirá aos usuários contestar diretamente pelo aplicativo do banco.

As instituições financeiras devem seguir novos procedimentos durante o processo de contestação:

  • Informar regras e etapas do processo ao cliente;
  • Direcionar o usuário para o extrato da conta para seleção da transação;
  • Questionar sobre o tipo de golpe ou fraude sofrida.

O banco deverá fornecer um número de protocolo, prazo de resposta e informações sobre o saldo da conta que recebeu o dinheiro. A instituição do recebedor será também notificada sobre a suspeita de fraude.

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