Barroso critica gastos públicos de baixa qualidade e fala em nova reforma da Previdência em breve
Barroso aponta a necessidade de novas reformas na Previdência e destaca os desafios da produtividade e da educação. Ele critica a cultura de privilégios que impede avanços nos gastos públicos e enfatiza a importância de reconhecer os progressos econômicos recentes.
Presidente do STF, Luís Roberto Barroso, critica gastos públicos e defende reformas econômicas nesta quarta-feira (27).
Barroso destacou que, apesar das melhorias nos indicadores econômicos, o Brasil ainda apresenta crescimento econômico menor do que nas décadas do século passado. Ele enfatiza a necessidade de reflexão sobre produtividade e educação, além de ações diversas.
O presidente do STF mencionou que novas reformas da Previdência serão necessárias devido a dois fatores: maior longevidade da população e redução da taxa de natalidade.
Além disso, Barroso elogiou a reforma trabalhista de Michel Temer, correlacionando-a aos baixos índices de desemprego. Ele também mencionou a reforma tributária aprovada durante o governo Lula.
Por outro lado, a reforma administrativa de Fernando Henrique Cardoso não trouxe resultados significativos no gasto público, segundo Barroso. Ele propôs uma nova proposta que inclua todos os níveis e Poderes, destacando a dificuldade em avançar devido à cultura de privilégios.
Entre suas sugestões, Barroso defendeu uma lei nacional sobre benefícios indenizatórios no Judiciário, limitando-os a aprovações do Congresso. Ele também mencionou a necessidade de uniformidade nos emolumentos de cartórios em todo o país.
Barroso falou sobre a eficiência na máquina pública e como o uso de inteligência artificial no STF ajudou a reduzir o estoque de processos de 80 mil para menos de 20 mil, prevendo uma queda para 5.000 em breve.
Apesar da busca por reformas, Barroso percebe um pessimismo generalizado na população em relação à economia. Ele alertou sobre a tendência de ignorar os avanços do país e criticar de maneira excessiva. “Tem muita coisa ruim que acontece no Brasil, mas perdemos a capacidade de identificar o que vai bem”, concluiu.