BC aponta que 63% do mercado espera que guerra comercial terá impacto desinflacionário ao Brasil
63% dos respondentes do Questionário Pré-Copom acreditam que a guerra comercial terá um efeito desinflacionário no Brasil. Expectativas sobre a taxa de juros também refletem uma possível alta na próxima reunião, com divisão nas opiniões dos economistas.
Resultados do Questionário Pré-Copom (QPC) indicam que 63% dos respondentes esperam um impacto líquido desinflacionário da guerra comercial no Brasil. O QPC foi divulgado pelo Banco Central em 14 de maio.
Taxa de juros: 94% previam que o Copom elevaria a taxa básica de juros de 14,25% para 14,75% ao ano, o que ocorreu. Dos restantes, 6% esperavam uma elevação de 0,25 ponto percentual.
Resultados da pesquisa: 127 respostas foram coletadas sobre o impacto da guerra comercial:
- Desinflacionário: 63%
- Neutro: 23%
- Inflacionário: 14%
No que se refere ao crescimento:
- Brasil: Efeito estimado de -0,2 p.p. em 2023 e 0 para 2025 e 2026.
- Estados Unidos: Efeito estimado de -1 p.p. em 2025 e -0,5 p.p. em 2026.
- China: Efeito estimado de -0,5 p.p. em 2023 e -0,3 p.p. em 2026.
Expectativas para o Copom: 83% defendem alta de 0,5 p.p.; 7% alta de 0,75 p.p.. Para a próxima reunião, 52% acreditam que a taxa será mantida.
Para julho, 98% esperam que o Copom mantenha os juros, com 84% afirmando que essa é a decisão correta.
IPCA: Projeção de inflação para 2025 caiu para 5,50%, e permaneceu em 4,50% para 2026. A meta de inflação é de 3% com intervalo de ±1,5 ponto percentual.
Riscos: Para 2025, 47% veem riscos equilibrados, 38% apontam riscos de baixa e 15% riscos de alta. Para 2026, 49% acreditam que os riscos são equilibrados.