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‘Bem-vindo ao inferno’: como é passar cinco meses em uma prisão da Venezuela

Ex-detentos americanos compartilham relatos aterradores de tortura e abusos durante sua prisão na Venezuela. Enquanto isso, nove compatriotas ainda permanecem sob custódia na ditadura de Maduro.

Seis ex-detentos americanos foram libertados de uma prisão venezuelana, após três meses de detenção, marcada por tortura psicológica e agressões físicas.

Os homens foram capturados enquanto tentavam entrar no país como turistas. Um encontro entre o governo Trump e o líder venezuelano Nicolás Maduro facilitou a liberação, mas criticado por dar legitimidade a um regime acusado de abusos de direitos humanos.

Três ex-detentos compartilharam suas experiências, revelando condições desumanas em celas de concreto. Gregory David Werber, um dos libertados, liderou uma rebelião na prisão, que foi reprimida violentamente pelos guardas.

Atualmente, nove cidadãos americanos permanecem presos na Venezuela. O governo dos EUA trabalha para garantir suas libertações.

Entre os ainda detidos estão Jonathan Pagan, que administrava uma padaria, e Joseph St. Clair, veterano da Força Aérea, que buscava tratamento para transtorno de estresse pós-traumático.

A detenção de estrangeiros é uma parte da estratégia de Maduro para pressionar a comunidade internacional. 68 estrangeiros estão encarcerados na Venezuela, juntamente com cerca de 900 presos políticos.

Após a libertação, os ex-detentos relataram falta de apoio e assistência médica, apesar de sua condição precária. David Guillaume, que vive na Colômbia, se preocupa com a detenção de sua namorada, ainda presa na Venezuela.

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