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Bemobi retoma crescimento após ‘tempestade perfeita’. O CEO diz que é só o começo

Após enfrentar desafios significativos, a Bemobi registra crescimento sólido e aprova distribuição recorde de dividendos. CEO destaca confiança renovada nos resultados e expansão estratégica em novos mercados.

Bemobi enfrentou grandes desafios após seu IPO em 2021: a saída da Oi, guerra na Ucrânia e Rússia, e desvalorização cambial em países emergentes. No entanto, o CEO Pedro Ripper afirma que a fase mais difícil passou, com crescimento de dois dígitos na receita líquida e Ebitda no quarto trimestre de 2024.

A empresa aprovou uma nova política de dividendos, prevendo a distribuição de R$ 200 milhões em 2025, com um dividend yield de 16%, comparável a grandes pagadoras como a Petrobras.

No quarto trimestre, a Bemobi registrou uma receita líquida de R$ 165,3 milhões, com um aumento de 19,8% em relação ao ano anterior. O Ebitda ajustado subiu 19,1% para R$ 55 milhões, enquanto o lucro líquido caiu 4,1% para R$ 45,3 milhões.

Após a divulgação recente dos resultados, as ações da Bemobi (BMOB3) subiram 9,40%, atingindo o maior valor desde março de 2022. A empresa tem uma alta acumulada de 23% no ano, superando o Ibovespa em 10,2%.

Ripper destaca a confiança e a previsibilidade dos resultados da Bemobi, que diversificou suas receitas através de fusão e aquisição de sete empresas. 32,7% da receita provém de assinaturas digitais, enquanto 34,8% vem de novas soluções de pagamento.

A empresa aguarda a finalização de uma compra que proporciona uma licença de instituição de pagamento, visando adaptar-se rapidamente às inovações no Pix. Ripper aponta que o negócio de pagamento agora representa quase 60% da receita, destacando oportunidades em utilities e crescimento em mercados como Colômbia, Chile e México.

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