Berlim tenta atrair turistas enquanto sul da Europa registra protestos contra visitantes
Berlim busca revitalizar seu turismo promovendo atrações artísticas e culturais, enquanto outras cidades da Europa enfrentam problemas com o excesso de visitantes. Apesar da queda no número de turistas, a cidade se destaca por oferecer um ambiente menos saturado e preços acessíveis.
Berlim se destaca como um destino turístico menos lotado em comparação a outras cidades do sul da Europa, como Madri e Paris, que enfrentam o turismo excessivo e ondas de calor.
A capital da Alemanha promove sua cena artística, palácios prussianos e boates de música eletrônica para revitalizar o turismo, que ficou atrás de outros lugares na recuperação pós-pandemia.
Em 2023, Berlim atraiu 5,9 milhões de visitantes no primeiro semestre, representando 13,9 milhões de pernoites, uma queda de 1,8% e 2,9%, respectivamente, em relação a 2022.
A ocupação hoteleira foi de apenas 52,8%, inferior aos 65% de Madri e 79% de Paris. Em 2019, eram quase 14 milhões de turistas em Berlim.
O turismo representa apenas 4,6% da economia de Berlim, comparado a 14% em Paris e Roma. A cidade depende mais de turistas alemães, mas as chegadas internacionais caíram 4,7%.
A crise climática pode mudar a dinâmica do turismo, com tendência de deslocar visitantes para o norte. Berlim, com temperaturas médias de 25 °C no verão, pode atrair viajantes em busca de climas mais frescos.
No entanto, a construção do novo aeroporto em 2020 contribuiu para o crescimento lento de visitantes, que subiu apenas 10,4% em 2024, alcançando 25,5 milhões de passageiros.
A Ryanair cortou voos em Berlim devido a impostos altos, apesar de preços acessíveis em restaurantes e hotéis. Atuais cortes no orçamento cultural, totalizando 130 milhões de euros, podem afetar negativamente a atração turística da cidade.
O deputado Julian Schwarze alerta: "Se a impressão for de que a cultura está se perdendo, as pessoas podem evitar viajar para Berlim."