Besouro ‘bicudo-vermelho’ destrói palmeiras e alarma Brasil e Argentina
Uruguai enfrenta crise de palmeiras com avanço do bicudo-vermelho, praga originária da Ásia. Aumento das temperaturas potencia a proliferação do inseto e mobiliza esforços de controle em todo o país.
Centenária palmeira desaba no Uruguai e revela a presença do bicudo-vermelho, um besouro que ameaça palmeiras no país.
A praga, originária da Ásia, foi detectada em 2022 e se espalha rapidamente, já atingindo oito departamentos do Uruguai.
A agrônoma Carola Negrone alerta que as temperaturas acima de 15 °C favorecem sua proliferação. O inseto ataca a Phoenix canariensis, mas também palmeiras nativas.
Em Montevidéu, palmeiras apresentam folhas marrons, sinalizando a morte iminente. A população local expressa preocupações:
- Gabriela Corbo: “Não acredito que o Uruguai fique sem palmeiras.”
- Luciano García: “As próximas gerações vão ter que se acostumar com a ausência de palmeiras.”
Tratamentos são caros, com custos anuais de cerca de 118 dólares por palmeira. O governo uruguaio elabora um protocolo para manejo da praga.
A Cooperação Internacional é essencial, com o ajuste de planos em lugares como as Ilhas Canárias, que erradicaram com sucesso a praga.
Autoridades no Uruguai monitoram a fronteira com o Brasil, onde a praga ainda não foi detectada. O futuro das palmeiras no Uruguai permanece incerto.
*Com informações da AFP. Publicado por Fernando Dias.