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Bitcoin e ouro para proteção de carteira? Como investidores podem se beneficiar de ambos

Investidores buscam segurança em tempos de crise, com o ouro e o bitcoin como opções contrastantes. Ambos os ativos apresentam características únicas de proteção, mas suas volatilidades e históricos distintos desafiam a escolha dos investidores.

Investidores buscam segurança em meio à crise e incertezas macroeconômicas globais. O ouro se destaca como uma opção tradicional, enquanto o bitcoin, a principal criptomoeda, é visto como “ouro digital”.

O bitcoin, com um limite de 21 milhões de unidades e características de escassez, é defendido por alguns como uma reserva de valor. No entanto, sua intangibilidade e baixa adoção dificultam sua comparação ao ouro, que possui um histórico de uso como moeda.

A pandemia de COVID-19 em 2020 levou a uma queda acentuada em muitos ativos, incluindo o bitcoin, que despencou 35% em um único dia. No entanto, em um ano, o bitcoin se recuperou e apresentou um salto de 300%, superando o ouro, que subiu 25%.

Em 2022, o mercado de criptomoedas enfrentou uma crise, resultando em uma desvalorização de 65% do bitcoin, enquanto o ouro se manteve estável. As oscilações tornam o bitcoin um ativo de alto risco, enquanto o ouro é visto como um abrigo seguro.

Recentemente, o retorno de Donald Trump à presidência ajudou a elevar os preços de ambos os ativos. O bitcoin subiu 120% e atingiu um recorde de US$ 109 mil, enquanto o ouro subiu 24%.

Entretanto, Trump implementou tarifas que impactaram negativamente a economia e o bitcoin sofreu uma queda de 25% desde então, enquanto o ouro continuou a subir, alcançando US$ 3.086 por onça-troy.

Especialistas recomendam uma carteira diversificada que inclua ouro e bitcoin, considerando os pontos positivos de cada um. Apesar do bitcoin ter potencial de valorização, a volatilidade é um fator a ser considerado. O ouro, com sua reputação histórica, permanece a opção mais estável em tempos de incerteza.

Em resumo, tanto o ouro quanto o bitcoin têm papéis complementares nas carteiras de investidores, especialmente em tempos de crise. A adequação do portfólio deve respeitar o perfil de risco de cada investidor.

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