Bitcoin e ouro para proteção de carteira? Como investidores podem se beneficiar de ambos
Investidores buscam segurança em tempos de incerteza econômica, e o ouro e o bitcoin são opções em destaque. Enquanto o ouro é um símbolo tradicional de proteção, o bitcoin surge como uma alternativa volátil, mas com potencial de valorização.
Investidores buscam segurança em tempos de crises globais, levando o ouro a bater recordes nos últimos três meses.
Bitcoin, a primeira criptomoeda, também é considerado uma alternativa como "ouro digital", mas gera divergências.
Paula Zogbi, da Nomad, destaca que a escassez do bitcoin é sua vantagem, mas requer ampla adoção para ser considerado uma reserva de valor efetiva.
O histórico do bitcoin, embora resiliente em crises, mostra alta volatilidade: em março de 2020, caiu 35% em um dia, mas teve uma recuperação de 300% até o final do ano.
Em 2022, o bitcoin desvalorizou 65%, enquanto o ouro se manteve estável.
O padrão de alta com Trump presidente trouxe novo recorde para o bitcoin, atingindo US$ 109 mil, enquanto o ouro valorizou 24% devido a crises geopolíticas.
No entanto, recentes medidas do governo Trump resultaram em uma queda de 25% no preço do bitcoin, enquanto o ouro subiu mais de 10%, registrando US$ 3.086 a onça-troy.
André Barbosa, especialista em investimentos, ressalta que o ouro é um instrumento de proteção em momentos de aversão ao risco.
As autoridades dos EUA estão considerando manter bitcoins apreendidos como um novo tipo de reserva.
Composição de portfólio: Zogbi recomenda uma estratégia mista, combinando ouro e bitcoin para aproveitar as vantagens de cada ativo.
Enquanto o bitcoin exige tolerância à volatilidade, o ouro atua como um escudo contra oscilações do mercado.
Marco Túlio Lima destaca a importância de diversificação, considerando tanto ativos lastreados em ouro quanto ativos digitais no cenário econômico atual.
Ele argumenta que ouro e bitcoin são complementares, importantes em um portfólio frente a crises como guerras e pandemias.