BNDES estuda parar cobrança de empréstimos de exportador contra tarifaço, e Mercadante defende juro subsidiado
BNDES considera suspensão de cobranças de empréstimos para empresas afetadas por tarifas dos EUA. Medida visa aliviar pressão sobre setores impactados e pode incluir juros subsidiados nas novas condições de crédito.
BNDES considera suspender cobrança de empréstimos após tarifaço dos EUA sobre exportações brasileiras.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, anunciou que a cobrança de empréstimos ativos para empresas afetadas poderá ser suspensa. A proposta surgiu em reunião com a Frente Nacional de Prefeitos (FNP), liderada pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes.
A medida, chamada de “stand still”, foi anteriormente usada durante a pandemia de Covid-19 e para apoiar o Rio Grande do Sul após enchentes. Mercadante destacou que essa suspensão poderia oferecer alívio às empresas de produtos perecíveis, aguardando a implantação de compras públicas.
O BNDES já anunciou um total de R$ 40 bilhões em crédito através do programa Brasil Soberano, que inclui R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) e R$ 10 bilhões de recursos próprios. O início da aprovação de empréstimos está previsto para o dia 15 deste mês.
Mercadante defendeu os juros subsidiados, afirmando que o prejuízo explícito causado pelo tarifaço é maior que o custo fiscal do subsídio: “Deixar as empresas quebrarem é resolver um problema?”