BNDES passa a deter participação de 4,4% na Eve, da Embraer (EMBR3)
BNDES investe R$400 milhões na Eve Air Mobility, aumentando sua participação na empresa a 4,4%. Lucro do banco permanece estável, com previsão de crescimento significativo nos desembolsos no segundo semestre de 2024.
BNDES passa a ter 4,4% na Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, após aporte de R$400 milhões. O diretor Alexandre Abreu anunciou a participação nesta quinta-feira.
O primeiro voo comercial do eVTOL, ou "táxi aéreo", está programado para 2027, segundo o presidente-executivo da Embraer-X, Daniel Moczydlower.
No primeiro semestre, o BNDES reportou lucro líquido de R$13,3 bilhões, estável em relação ao mesmo período de 2024. O lucro recorrente aumentou 2%, alcançando R$7,3 bilhões.
O segundo trimestre trouxe lucro total de R$7,7 bilhões, com R$4,6 bilhões em resultado líquido recorrente.
O banco destacou um efeito positivo de R$901 milhões devido a operações com ações da JBS, incluindo R$267 milhões da venda de papéis e R$634 milhões da dupla listagem.
Após vender ações da JBS em maio, o BNDES reduziu sua participação na empresa a 18% e destinará recursos para novos investimentos em tecnologia, inovação e sustentabilidade.
No final de junho, a carteira de participações do BNDES totalizou R$80,3 bilhões, uma redução em relação aos R$87,6 bilhões de três meses antes. O ajuste negativo de Petrobras foi de -R$6,2 bilhões.
A carteira de crédito expansiva do BNDES foi de R$597,5 bilhões, um aumento de 13% ano a ano. O índice de inadimplência ficou em 0,03%, uma queda de 0,04 ponto percentual.
Os desembolsos no primeiro semestre totalizaram R$54,6 bilhões, um aumento de 11% em relação a 2024.
O BNDES espera que os desembolsos aumentem no segundo semestre, com expectativa de acima de R$100 bilhões. Aproximadamente R$30 bilhões deverão ser direcionados ao Plano Brasil Soberano.
O retorno sobre o patrimônio (ROE) do BNDES foi de 18,8%, com uma leve queda em relação ao ano anterior.