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Bolívia encerra domínio da esquerda e terá 2º turno com surpresa à direita

Direita boliviana avança e garante segundo turno inédito, enquanto o MAS enfrenta uma de suas maiores derrocadas políticas. A eleição de 2023 sinaliza uma mudança significativa na dinâmica política do país, após duas décadas de predominância da esquerda.

Pela primeira vez em 20 anos, o MAS (Movimento ao Socialismo), com Evo Morales como figura emblemática, ficará fora da disputa pela Presidência da Bolívia.

No segundo turno, se enfrentarão o senador Rodrigo Paz Pereira e o ex-presidente Jorge "Tuto" Quiroga, ambos da oposição, segundo dados preliminares de 17 de setembro.

Paz Pereira, uma surpresa, tentará seguir os passos de seu pai, ex-presidente Jaime Paz Zamora.

O favorito nas pesquisas, Samuel Doria Medina, ficou em terceiro lugar.

A esquerda sofreu uma rara derrota. A maior chance de continuar no poder era com Andrónico Rodríguez, que rompeu com Evo Morales e disputou de forma independente.

Os resultados totais devem ser conhecidos em até sete dias, pois Nenhum dos candidatos alcançou maioria dos votos, levando a novas eleições em 19 de outubro.

Quebrando o ciclo de eleições vencidas pela esquerda desde 2006, o MAS enfrentou batalhas internas, com Evo Morales afastado das candidaturas e criticando seu sucessor Luis Arce.

Questões econômicas, como a escassez de recursos e uma inflação recorde, também impactaram a situação da esquerda.

Paz Pereira afirmou que a Bolívia precisa de estabilidade e governabilidade, enquanto Quiroga destacou a importância da eleição para um futuro diferente.

Evo Morales criticou seus adversários e afirmou que o voto nulo expressa rejeição a uma eleição fraudada.

Andrónico Rodríguez foi alvo de hostilidade ao votar, mas afirmou que a situação foi controlada.

Quem vencer assumirá em 8 de novembro para um mandato de cinco anos, enfrentando questões como a exploração do lítio.

O clima em La Paz foi de tranquilidade, com limitações na circulação. O voto é obrigatório na Bolívia.

O governo Arce denunciou uma "guerra suja" nas redes sociais e rejeitou alegações de fraude eleitoral.

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