Bolsonaristas e senadora do PDT pedem Lupi na CPI do INSS
Divisão dentro do PDT se acentua com a convocação do ex-ministro Carlos Lupi na CPMI do INSS, com oposição predominantemente ligada a Jair Bolsonaro. Enquanto isso, a senadora Leila Barros busca manter a base do governo de Lula, ressaltando o racha no partido após a saída de Lupi do ministério.
Convocação de Carlos Lupi na CPMI do INSS conta com apoio majoritário de aliados de Jair Bolsonaro.
A única exceção é a senadora Leila Barros (PDT-DF), que representa o governo Lula e pediu para ouvir o presidente do PDT.
A oposição protocolou 10 requerimentos para convocar Lupi até a próxima segunda-feira (25.ago.2025), com pedidos do relator Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) e do presidente Carlos Viana (Podemos-MG).
Essa situação revela uma divisão no PDT, que se mantém na base do governo após a saída de Lupi. Seu substituto, Wolney Queiroz, também é do partido.
Além da convocação, Izalci Lucas pediu a quebra de sigilo de Lupi e de Marcelo Oliveira Panella, ex-chefe de gabinete de Lupi.
A crise interna no PDT se agravou com a afirmação do líder Mário Heringer, que defendeu que “demitir Lupi seria demitir o partido” e buscou outra pasta, mas foi ignorado pela nomeação de Queiroz.
A oposição venceu ao colocar Carlos Viana na presidência da CPMI, controlando, assim, o colegiado. Viana indicou que pretende convocar todos os ex-ministros da Previdência desde o governo Dilma Rousseff.
Desde sua instalação, a CPMI já recebeu mais de 740 requerimentos, incluindo convocações de ministros atuais.
Lupi deixou o ministério após a PF iniciar a operação Sem Desconto, investigando descontos indevidos no INSS, com prejuízo estimado de R$ 6,5 bilhões entre 2019 e 2024.
Documentos mostram que Lupi foi alertado sobre os descontos não autorizados em junho de 2023, mas levou 10 meses para agir.