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Bolsonaro mandou Cid distribuir remédio proibido no Brasil durante a pandemia, diz jornal

Bolsonaro é acusado de distribuir medicamento proibido durante a pandemia, revelam mensagens obtidas pela Polícia Federal. O ex-presidente e aliados podem enfrentar sanções penais por envolvimento em ações irregulares com a substância.

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é investigado por distribuir um medicamento proibido no Brasil, a proxalutamida, durante a pandemia de covid-19.

A informação foi revelada pelo jornal "O Estado de S.Paulo" em 27 de setembro de 2023. O remédio, que não tem registro na Anvisa e está em fase de testes, foi obtido por tenente-coronel Mauro Cid para ser entregue a aliados.

Em 2021, bolsonaristas defendiam o uso da proxalutamida, com base em informações falsas, para tratar a covid-19. A Polícia Federal encontrou evidências no celular de Cid, incluindo mensagens entre ele e Bolsonaro sobre a distribuição do medicamento.

Investigadores alertam que a distribuição do remédio poderia caracterizar crime, conforme o artigo 273 do Código Penal, que prevê pena de 10 a 15 anos de prisão.

O ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, também está envolvido. Ele sugeriu o uso da proxalutamida após sair do cargo e discutiu com Cid a compra do medicamento, apesar de questões éticas que levaram à suspensão dos testes.

Entre os destinatários do medicamento, estavam aliados de Bolsonaro, incluindo um empresário de Goiânia e o irmão do cantor Amado Batista. O remédio também foi enviado à família do deputado Luciano Bivar, que confirmou seu recebimento, embora não tenha sido utilizado.

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