Bolsonaro nega risco de fuga e contesta violação de cautelares
Defesa de Jair Bolsonaro nega tentativa de fuga e afirma que ex-presidente respeitou as ordens da Suprema Corte. Relatório da PF aponta ações de mobilização nas redes sociais que podem configurar descumprimento de medidas cautelares.
Defesa de Jair Bolsonaro apresentou manifestação ao STF sobre descumprimento de medidas cautelares.
O prazo de 48 horas foi estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes em 20 de agosto.
A defesa alega que um rascunho de pedido de asilo na Argentina, datado de fevereiro de 2024, não configura planejamento de fuga, ressaltando que Bolsonaro cumpriu todas as decisões da Corte Suprema.
Após a manifestação, Moraes enviará os autos à PGR, que também terá 48 horas para se pronunciar.
Moraes destacou indícios de tentativa de fuga e o uso das redes sociais por Bolsonaro, apesar das restrições. Detalhes da atuação nas redes incluem:
- Instruções de Silas Malafaia: Envio de vídeos incentivando a disseminação de conteúdos contra o STF.
- Atividades em 3 de agosto de 2025: Bolsonaro teve movimentação intensa no WhatsApp durante manifestações.
- Uso de intermediários: Comunicou-se indiretamente através do deputado Capitão Alden.
- Publicações por terceiros: Enviou fotos e mensagens para apoiadores que deveriam compartilhar.
- Listas de transmissão: Utilizou quatro listas no WhatsApp para difundir conteúdos a grupos amplos.
O relatório final indiciou Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro por coação na investigação de tentativa de golpe de Estado. O inquérito foi aberto em maio e apura articulações de Eduardo nos Estados Unidos.
A PF conclui que a atuação de Bolsonaro e aliados tinha como alvo instituições democráticas, visando influenciar decisões. O relatório também menciona a divulgação de vídeos sobre sanções dos EUA e um rascunho de pedido de asilo, indicando risco de fuga.