Bolsonaro vetou mecanismo que evitaria fraudes no INSS, diz Randolfe
Randolfe Rodrigues critica veto de Bolsonaro à revalidação de dados do INSS e aponta falhas que teriam evitado fraudes. Durante a CPMI, testemunhas ressaltam as consequências da medida revogada em 2022.
Randolfe Rodrigues (PT-AP) revelou que o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vetou a revalidação de dados para usuários do INSS durante a sessão da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investiga desvios bilionários do instituto.
A declaração se referiu à medida provisória 871 de 2019, que exigia reavaliação a cada 2 anos. Em 2022, essa exigência foi revogada. Randolfe ressaltou que a oposição e o PT tentaram derrubar o veto presidencial.
O senador comentou: “Se não tivesse sido vetada, nós não estaríamos nesta CPI constatando o roubo de milhares de aposentados e pensionistas”.
A defensora pública Patrícia Bettin corroborou que, se o mecanismo estivesse em vigor, a fraude não teria ocorrido dessa forma.
A oposição criticou a base governista por não assinar a CPMI. O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), mediou as divergências no plenário.