Bombardeio de Israel em Beirute deixa ao menos quatro mortos, incluindo um líder do Hezbollah
Israel intensifica ataques em Beirute em meio a trégua, apontando para um líder do Hezbollah. O primeiro-ministro libanês denuncia violação do cessar-fogo, enquanto a tensão entre os grupos se agrava.
Israel realizou um bombardeio em Beirute, nesta terça-feira (1º), matando um líder do Hezbollah e outras três pessoas.
O ataque ocorreu por volta das 3h30 locais durante o feriado do Eid al Fitr, marcando o segundo ataque à capital libanesa desde o início do cessar-fogo em 27 de novembro.
O Ministério da Saúde libanês informou que o bombardeio deixou quatro mortos e sete feridos. O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, repudiou a ação como uma “violação flagrante” do cessar-fogo.
A operação teve como alvo Hasan Bdair, vice-diretor de Assuntos Palestinos do Hezbollah, que Israel alegou estar planejando um ataque terrorista contra civis israelenses.
O Hezbollah confirmou a morte de Bdair e de um de seus filhos, convocando seus membros para o cortejo fúnebre.
O presidente libanês, Joseph Aoun, condenou o ataque, pedindo apoio para defender a “plena soberania” do Líbano.
Ambos os lados acusam-se de violar o cessar-fogo, com Israel respondendo a supostos disparos de foguetes do Hezbollah. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, alertou que Israel irá retaliar qualquer ameaça.
A guerra entre Israel e Hezbollah se intensificou desde outubro de 2023 e já resultou em mais de 4.000 mortes no Líbano e numerosas deslocações de civis, com 60.000 israelenses também afetados.
O acordo de cessar-fogo determina que apenas o Exército libanês e forças de paz da ONU permaneçam no sul do país, enquanto o Hezbollah deve se retirar da região.
Com informações da AFP