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Boulos provoca Bolsonaro em ato esvaziado na Paulista contra o PL da Anistia

Centenas de pessoas se reuniram na Avenida Paulista para protestar contra a proposta de anistia, em meio a uma forte mobilização da esquerda. Líderes políticos destacaram a importância de barrar o projeto, que poderia beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Protesto contra anistia a envolvidos em ataques de 8 de janeiro ocorreu neste domingo (30) na Avenida Paulista, em São Paulo.

Organizado por entidades do PT e PSOL, o ato contou com discursos de lideranças como Guilherme Boulos (PSOL) e Lindbergh Farias (PT). Segundo o Monitor do Debate Político da USP, cerca de 6.600 pessoas participaram do protesto no pico, às 15h15, conforme análise por software de IA.

Boulos criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmando que a base governista barrará a aprovação do projeto de anistia. “Vamos ter oportunidade de pegar a Comissão de Direitos Humanos e levar a marmita da Cozinha Solidária para ele lá na Papuda”, declarou.

Lindbergh classificou a semana como decisiva para o projeto e destacou a união da base governista contra a proposta. “Vai ser a semana em que vamos enterrar esse PL da Anistia”, afirmou.

Os manifestantes iniciaram o ato na Praça Oswaldo Cruz, em memória do golpe de 1964. Além de São Paulo, houve protestos em outras sete capitais do país.

A proposta de anistia é do deputado Major Vitor Hugo (PL-GO) e prevê perdão para participantes de manifestações desde 30 de outubro de 2022. A Procuradoria-Geral vê risco de beneficiamento a Bolsonaro se aprovada.

O protesto foi criticado pela oposição, com ironias sobre o número de participantes. Boulos minimizou as diferenças em relação a manifestações anteriores de Bolsonaro, afirmando que não podem deixar as ruas ao bolsonarismo.

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