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Brasil abre vagas, mas empresas não encontram o “funcionário perfeito”; entenda

Economia aquecida traz aumento na geração de empregos, mas desafios persistem na contratação de talentos. Pesquisa aponta que crescimento na carreira e identidade com a proposta do cargo são prioridades para trabalhadores.

Dados positivos de geração de emprego e a menor taxa de desemprego da série histórica indicam um mercado aquecido no Brasil, oferecendo novas oportunidades de renda.

Apesar disso, a contratação e retenção de talentos permanecem desafiadoras. As dificuldades incluem:

  • Falta de qualificação na mão de obra;
  • Baixo número de trabalhadores disponíveis;
  • Concorrência com a Gig Economy.

Os dados do Novo Caged mostram que o país gerou 1,5 milhão de novos empregos formais em um ano, e a taxa de desemprego atingiu 5,8%, o menor índice desde 2012. A renda média mensal subiu para R$ 3.477, o valor mais alto já registrado.

A pesquisa "Lugares Mais Incríveis para Trabalhar (LIPT) 2026" da FIA Business School revela que fatores como crescimento na carreira (29%) e identificação com a proposta do cargo (20%) superam o salário como atrativos. Salários e benefícios ocupam a 6ª posição entre as preferências.

A pesquisa indica que o cenário atual permite que os trabalhadores busquem mais além do salário, embora também ressalte que salários em geral estão baixos, impactando a qualidade de vida.

Por sua vez, empresas enfrentam dificuldades na contratação, com 60% dos setores (indústria, serviços, varejo, construção) relatando problemas. A falta de qualificação e dificuldades financeiras são os principais obstáculos.

O “salário de reserva” aumentou, elevando as barreiras para contratações com valores baixos. A flexibilidade da Gig Economy tem atraído mão de obra que poderia estar disponível para empregos formais.

Para enfrentar esses desafios, as empresas estão:

  • Investindo em capacitação interna (44,6%);
  • Oferecendo mais benefícios (32,1%);
  • Aprimorando processos seletivos, como o uso de Inteligência Artificial.

As empresas precisam entender que talentos podem ter diferentes motivações e que, para reter colaboradores, é essencial considerar fatores além do salário, como flexibilidade e benefícios.

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